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Relatório diário
18 de jul. de 2026
5 min de leitura

Trigo lidera os mercados em alta à medida que o clima nos EUA compensa parte do prêmio de risco

Em 18 de julho, grãos e oleaginosas apresentaram um tom em sua maioria moderadamente favorável, liderados por fundamentos fortes do trigo e pelo aumento dos riscos logísticos no Mar Negro. Ainda assim, chuvas intensas no Missouri e o alívio das tensões entre Polônia e Ucrânia limitaram parcialmente a alta.

Visão geral

O tom do dia foi moderadamente favorável para os mercados agrícolas, com o trigo claramente na liderança. O fator mais forte foi o relato de que os estoques globais de trigo estão caindo enquanto EUA e UE enfrentam fortes quedas na colheita, apontando para um balanço mundial de trigo mais apertado. Suporte adicional veio da notícia de que a tarifa de exportação de trigo da Rússia está melhorando as perspectivas para exportadores concorrentes de grãos, enquanto uma série de incidentes de segurança acrescentou um prêmio de risco logístico mais elevado no Mar Negro.

Dito isso, o quadro não foi de alta em uma única direção. Para milho e soja, as fortes chuvas de julho no Missouri praticamente eliminaram as condições de seca, melhorando as perspectivas das lavouras e aliviando ligeiramente as preocupações com a oferta. Separadamente, o alívio das tensões entre Polônia e Ucrânia pode reduzir os riscos comerciais e de trânsito para as exportações ucranianas pela Europa, reduzindo parte do prêmio de risco regional.

Fatores de alta

  • Queda dos estoques globais de trigo juntamente com fortes quedas na colheita nos EUA e na UE foram o sinal altista mais claro do dia. Isso aponta para um balanço de oferta de trigo mais apertado e também pode sustentar indiretamente os valores dos grãos para ração.
  • A tarifa de exportação de trigo da Rússia eleva o custo efetivo das exportações russas de trigo e pode reduzir a competitividade da Rússia em licitações globais. Isso dá suporte ao trigo de origens alternativas e pode se refletir modestamente em outros grãos para ração.
  • O relato de que outro navio de carga estrangeiro foi atingido no porto de Odesa levanta preocupações diretas sobre a logística de exportação no Mar Negro. Custos mais altos de frete e seguro dariam suporte ao trigo, milho, cevada e ao complexo do girassol do Mar Negro.
  • Relatos adicionais sobre explosões na Crimeia ocupada, ataques a um depósito de petróleo e centros logísticos na Rússia e uma possível mobilização em larga escala no outono aumentam ainda mais o prêmio de risco geopolítico do mercado. Os itens fornecidos não confirmam paralisações amplas das exportações, mas apontam para incerteza elevada.
  • Notícias ligadas a uma proibição russa de exportação de combustíveis também sugerem riscos um pouco maiores de transporte e energia na região, embora o efeito sobre a oferta e demanda agrícola central permaneça indireto.

Fatores de baixa

  • Fortes chuvas de julho no Missouri melhoraram significativamente as condições de umidade e o potencial de rendimento em um importante estado agrícola dos EUA. Isso é levemente negativo para milho e soja porque reduz parte das preocupações com a oferta.
  • O alívio das tensões entre Polônia e Ucrânia pode reduzir os riscos comerciais e logísticos para as exportações agrícolas ucranianas que passam pela Europa. Isso reduz ligeiramente o prêmio de risco embutido nos mercados regionais de grãos.

Notas sobre commodities

  • Trigo: o mercado mais forte do dia. O aperto dos estoques globais, perspectivas mais fracas para as colheitas nos EUA e na UE, a tarifa de exportação da Rússia e os riscos ao transporte marítimo no Mar Negro apontam todos na mesma direção favorável.
  • Milho: os sinais são mistos. O risco às exportações no Mar Negro dá suporte, mas a melhora das condições climáticas nos EUA é levemente baixista.
  • Cevada: recebe suporte indireto das preocupações com a logística no Mar Negro e de um tom mais firme nos grãos para ração.
  • Girassol: sustentado principalmente pelo maior risco de transporte marítimo e exportação no Mar Negro.
  • Soja: o sinal mais claro nas notícias fornecidas é levemente negativo devido à melhora do clima no Missouri, com menos catalisadores altistas diretos do que no trigo.

Conclusão final

O balanço geral de 18 de julho foi moderadamente em alta, impulsionado principalmente pelo trigo. A principal história foi a combinação de fundamentos globais de trigo mais apertados e renovado risco às exportações no Mar Negro. Ainda assim, o mercado não foi uniformemente altista: as melhorias climáticas nos EUA suavizaram o tom para milho e soja, e parte do risco de trânsito na Europa parece ter diminuído. A menos que as disrupções no Mar Negro se tornem mais claramente sustentadas, parte do suporte pode continuar sendo impulsionada por prêmio de risco, e não totalmente por fundamentos.